Como calcular o Payback Solar no RS sob as regras da Lei 14.300

A famosa "taxação do sol" instituída pela Lei 14.300/22 mudou a forma de calcular o retorno sobre o investimento fotovoltaico, mas a energia solar continua sendo extremamente rentável no Rio Grande do Sul.

A lei estabelece a cobrança escalonada do chamado Fio B (tarifa de uso do sistema de distribuição) sobre a energia que é injetada na rede. Em 2026, a cobrança atinge o patamar de 60% do valor do Fio B da distribuidora elétrica.

Como funciona o cálculo simplificado:

  • Autoconsumo Direto: Toda energia que você gera e consome imediatamente no seu imóvel (durante o dia) é 100% livre de encargos ou taxas adicionais.
  • Energia Injetada (Créditos): Apenas a energia injetada na rede elétrica (excedente gerado ao longo do dia) sofre o abatimento percentual do Fio B ao ser consumida à noite.
  • Cobrança de ICMS sobre a TUSD: No Rio Grande do Sul, o ICMS é cobrado sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), sendo isenta apenas a Tarifa de Energia (TE). Esse encargo impacta o valor líquido do crédito compensado e deve ser computado nos cálculos de viabilidade.

Tempo de Payback Médio (Retorno): Para residências normais no Vale do Taquari (contas entre R$ 400 e R$ 800), o payback situa-se em torno de 3,5 a 4 anos. Para indústrias e agropecuárias com alta demanda, esse prazo pode cair para menos de 3 anos devido à escala de consumo. Após esse período, toda a geração torna-se lucro líquido direto no seu bolso.

Eduardo Troller

Artigo escrito por Eduardo Troller

Engenheiro Eletricista e Sócio-proprietário da Geração Solar Engenharia

Leia também

← Ver todos os artigos

Fale com um especialista local

Tire suas dúvidas sobre homologação, investimentos ou dimensionamento de painéis diretamente com quem entende do Vale do Taquari.

Solicitar Análise de Tarifa Grátis